Adotar: um exemplo de amor ao próximo

09/04/2013 17:30

 

Animais de ruas precisam de um lar e uma família

 

Adotar é um gesto de amor. Com origem no latim, a palavra adotar significa tomar ou receber como filho. Com os animais não é diferente. São inúmeros cães e gatos soltos pelas ruas que precisam de um lar e uma família. Por isso, defensores dos animais, em todo o país, lutam para incentivar essa ação de amor.

A estudante de Comunicação Social, Bruna Borges, de Catuípe, é um exemplo de amor pelos animais. Apaixonada por bichos, ela acredita que a adoção é um ato muito nobre: “é uma das maneiras para amenizar os casos de animais abandonados que estão pelas ruas, pois estes, se não forem adotados ficarão o resto de suas vidas contando com a própria sorte, e sabemos que, infelizmente, a maioria deles é maltratada, passa fome, pega e transmite doenças, e em casos piores, alguns são assassinados por seres humanos ruins, que não respeitam a vida”, destaca.

A adoção é vivida por Bruna na prática. O Noel, seu cachorro foi adotado em uma casa de passagem de Ijuí: “é o amigo mais puro e sincero que tenho, depois que ele chegou à minha vida tive a certeza que não importa raça, não importa se ele é bonito ou feio, não importa se ele vai crescer muito ou pouco, o que importa é a pureza do seu olhar e o amor que ele me dá todos os dias”, afirma.

Abandonar um animal é crime previsto no artigo 32 da Lei Federal 9.605/98, que trata dos crimes ambientais. “Quem tem coragem de abandonar um animal é porque não tem coração, não ama e não respeita nada, nem ninguém. São pessoas capazes de fazer mal para qualquer ser, seja ele irracional ou racional, são dignas de pena, digo pena, por que são vazias de alma, não tem nada, além disso, o vazio na alma. E isso me entristece, e muito, pensar que existem tantas pessoas vazias neste mundo. Confesso que meu coração dói”, desabafa a estudante.

É crime também maltratar qualquer tipo de animal. São considerados maus-tratos, entre outras práticas, abandonar, espancar, envenenar, não dar comida diariamente, mantê-los preso em corrente, local sujo ou pequeno demais. “Acredito do fundo do meu coração que quem não ama e não respeita um animal, não é capaz de respeitar nem a si mesmo, que dirá a seu próximo. Por isso que luto todos os dias para que as pessoas tenham consciência que é preciso amar e respeitar todos os seres da natureza, luto para que elas compreendam que os animais também sentem dor, sentem medo, sentem frio, e principalmente eles têm sentimentos, e só quem se permite ser amado por um animal, sabe do que estou falando”, finaliza Bruna.

Quem tiver interesse em seguir o exemplo de Bruna, visite as feiras de animais de sua cidade ou entre em contato com as ONGs defensoras de bichos ou com a prefeitura. Descubra como você também pode defender os animais.

 

Fonte: Patricia Kuhn - Redação K1

Foto: Arquivo pessoal